às cinco da manhã a angústia se veste de branco ... verdadeira liberdade e capacidade de fazer uma pausa entre o estímulo nascer de novo dia e a resposta e, nessa pausa, escolher... tudo repousa… e sem as trevas, morrem as últimas sombras… e, mais que tudo, as guerras em que nos envolvemos em rituais compulsivos, dramas da sombra nos quais continuamente tentamos matar aquelas partes de nós mesmos que negamos e desprezamos. é a hora em que, libertados do horror da noite escura posso ter minha certeza. acordadas nos grandes anjos da guarda dos jazigos. é muitas vezes quando estou no escuro que tenho mais certezas... e os mais serenos cristos se desenlaçam dos madeiros... e mais esclarecido se estou mais confuso. para lavar o rosto pálido na névoa.
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