sábado, 2 de novembro de 2024

coffeejoeinhell – o cemitério na madrugada 00


 

 

às cinco da manhã a angústia me veste de branca modéstia...somos levados a fabricar um inimigo como um bode expiatório para carregar o fardo da inimizade que reprimimos. e fico como louco, sentado, espiando a teia…observando a linha emoção mais antiga e forte da humanidade...quebrar-se em medo, é a hora em que se acende o fogo-fátuo da madrugada o tipo mais antigo e forte de medo... sobre os mármores frios, é o medo do desconhecido...frios  e frios do cemitério. dos corpos resíduo inconsciente da nossa hostilidade. e em que, embaladas pela harpa cariciosa das teias capturamos presas, criamos um alvo; dos nossos demônios particulares, conjuramos um inimigo público... enquanto dormem todas as crianças do mundo.

 

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