às cinco da manhã a angústia me veste de branca
modéstia...somos levados a fabricar um inimigo como um bode expiatório para
carregar o fardo da inimizade que reprimimos. e fico como louco, sentado,
espiando a teia…observando a linha emoção mais antiga e forte da
humanidade...quebrar-se em medo, é a hora em que se acende o fogo-fátuo da
madrugada o tipo mais antigo e forte de medo... sobre os mármores frios, é o
medo do desconhecido...frios e frios do
cemitério. dos corpos resíduo inconsciente da nossa hostilidade. e em que,
embaladas pela harpa cariciosa das teias capturamos presas, criamos um alvo;
dos nossos demônios particulares, conjuramos um inimigo público... enquanto dormem
todas as crianças do mundo.

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