pensei comigo...a vida é uma coisa delirante! o processo começa com uma divisão entre o "bom", com o qual nos identificamos conscientemente e que é celebrado pela mitologia e pela mídia, e o "mau", que permanecerá inconsciente na medida em que puder ser projetado sobre um inimigo. enquanto uns ouvem jazz, outros morrem de câncer. através dessa prestidigitação, fazemos com que as partes inaceitáveis do nosso ser...nossa avidez, crueldade, sadismo, hostilidade, aquilo que chamou-se "a sombra"... ali a esposa aguarda, o peito a vazar leite... desaparecem e só as reconhecemos como qualidades do inimigo, o marido que se esbalda na albumina da amante. a paranóia reduz a ansiedade e a culpa ao transferir para o outro todas as características que não queremos reconhecer em nós mesmos.
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