quem é esta criatura tão esquálida e estranha na maneira de se
vestir... o que sinto...que não pareço habitante a terra e, apesar disto, sobre
ela me encontro? ser cego não é a miséria; não ser capaz de suportar a própria
cegueira, é o que nos torna miserável. eu experimentei o que é chamado de doce vingança,
passageiro ao inferno, sou novo ser idêntico ao objeto mágico que me provoca...deixo
de existir...quando começo a ceder à fraqueza da superstição, as ninharias que me
impressionavam com a força da convicção. quando senti minha insignificância
como ser, também sofri um enfraquecimento de meu senso de responsabilidade...
reduzido a mero corpo... ser da alma em meu traje ou roupa que me cabe...

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